“Lutarei para que a direita não vença as eleições”, declarou Lula em primeiro ato de Campanha no ABC Paulista

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Em seu primeiro ato de Campanha que aconteceu neste último domingo (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou em discurso que mesmo em tratamento contra um câncer, lutará “para que a direita não vença as eleições”. No encontro que marcou o inicio da jornada que visa a reeleição do petista, Lula não economizou nas palavras e criticou a direita, bem como, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), o candidato socialista fez ainda promessas para um eventual quarto mandato. A reunião foi realizada em São Bernado do Campo, São Paulo, no Estádio Municipal 1ª de maio, na antiga Vila Euclides, local este que foi palco das grandes assembleias dos metalúrgicos do ABC no fim dos anos 1970. Na ocasião, o candidato admitiu está fazendo radioterapia para tratamento de um câncer de pele na cabeça.  

O mandatário da nação brasileira declarou que sua candidatura tem como principal alvo impedir o retorno da direita ao Palácio do Planalto. “Enquanto eu for vivo, não vou parar de lutar e nem deixar que a direita volte a governar o país”, disse. Em um outro momento, Lula também convidou a militância de extrema esquerda a comparar os resultados de seu governo com os da gestão anterior, especialmente em emprego, inflação e educação. Mesmo com assessores tentando adotar um formato mais controlado para os discursos, o chefe comunista não seguiu o script e falou de improviso, inclusive percorreu temas pessoais e políticos ao longo do ato, assim sendo, o que foi visto foram críticas aos últimos quatro anos do governo Bolsonaro, como se nesse período nada tivesse dado certo, como se tudo fosse um desastre.      

Aos 80 anos de idade, Lula será candidato ao Planalto pela 8ª vez. O petista oficializou a entrada na disputa a reeleição em 2 de agosto, durante ato no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo.  Lula foi candidato em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. Em 2018, estava preso e teve o nome barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa. O tema da Campanha governista será mesmo uma volta ao passado, demonstrando toda a história do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT). A chapa manterá Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice, e é apoiada por uma coligação formada por PT, PC do B, PV, PSB, PDT, PSol e Rede.

Via Redação*   

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