Todos nós somos sabedores que em certas regiões do nosso país, muitos políticos são idolatrados pelo seu trabalho e em Jatobá não é deferente. Entretanto, você já parou para refletir sobre a verdadeira função de um político quando ele está revestido de um cargo público?
Por esses dias observamos que o deputado Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), anunciou a entrega de um caminhão ¾ para o município de Jatobá, localizado no sertão maranhense, a cerca de 435 km da capital. Receberam o veículo, o prefeito Léo do Banco (União Brasil), o vice-prefeito Luzivan Matos (PP) e demais lideranças locais.
Do Banco postou em suas redes sociais a conquista em tom de festa, notícia esta que foi acompanhada por aplausos e elogios por uma boa parte de populares que seguem o gestor em suas redes sociais. Uma coisa é fato, hoje em Jatobá criou-se uma grande idolatria em cima da pessoa de Léo do Banco, disso ninguém tem dúvidas. Todavia, um político cumprir o seu trabalho, é motivo de admiração, festa, comemoração e idolatria? É esse questionamento que vamos responder a seguir.
Sem dúvidas, quem idolatra falsos ídolos colhe desgraça, pobreza e miséria, assim sendo, um prefeito, vereador, deputado, senador, presidente e etc, devem ser monitorados e cobrados, jamais idolatrados, visto que essa breve análise se faz necessária já que desde então as coisas só se agravam nesse quesito na pequena Jatobá. Uma das características marcantes das seitas é a idolatria cega aos seus líderes, elevando-os a seres especiais com autoridade divina e liderança existencial.
Quando o fanatismo invade o terreno político, os programas e as bandeiras partidárias se tornam descartáveis. Cedem lugar à adoração e à reverência, típicas de missas. Os militantes se transformam em indivíduos abnegados, desprovidos de espírito crítico e freios morais. Ao acreditarem na infalibilidade dos caciques por eles venerados, os “fiéis” exibem traços de fundamentalismo.
Com um pouco mais de 6 meses da nova gestão, já é possível ver nos seguidores do prefeito, traços de uma ideologia de seitas e fanatismo. Afinal de contas ele representa o novo, que na verdade nada tem de novo, pois tudo continua como estava, é a velha forma de se fazer política. Por certo que é compreensível ver pessoas comemorarem por conta da divulgação da aquisição de um simples caminhão ¾. Basta ver como eram os comícios de Léo do Banco, militantes choravam, gritavam, se embriagavam literalmente e transformavam a reunião política em um verdadeiro showmício.
Léo do Banco não fará nada além da sua obrigação enquanto for mandatário na cidade, logo o mesmo é funcionário do povo e como representante eleito, tem o dever de servir aos interesses da população e gerir o município de acordo com as necessidades e demandas dos cidadãos. Assim sendo, é necessário que o povo abandone a euforia, o fanatismo e a idolatria e passem a fiscalizar e a cobrar de seu prefeito para que as ações políticas melhorem a qualidade de vida da população. Que Jatobá abandone o culto à personalidade, pois a idolatria sempre leva a polarizações tão intensas, quanto danosas. Pois inegavelmente se o município continuar seguindo por essa direção, nunca é demais lembrar que a idolatria política terá a força de uma retroescavadeira para levar Jatobá ao fundo do buraco, atrasando ainda mais esta terra que até hoje luta para tentar prosperar.
Pense nisso!
Por Jornalista Júnior Santos