EM JATOBÁ, A IDOLATRIA POLÍTICA TEM A FORÇA DE UMA RETROESCAVADEIRA

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email
Telegram

Todos nós somos sabedores que em certas regiões do nosso país, muitos políticos são idolatrados pelo seu trabalho e em Jatobá não é deferente. Entretanto, você já parou para refletir sobre a verdadeira função de um político quando ele está revestido de um cargo público?

Por esses dias observamos que o deputado Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), anunciou a entrega de um caminhão ¾ para o município de Jatobá, localizado no sertão maranhense, a cerca de 435 km da capital. Receberam o veículo, o prefeito Léo do Banco (União Brasil), o vice-prefeito Luzivan Matos (PP) e demais lideranças locais.

Do Banco postou em suas redes sociais a conquista em tom de festa, notícia esta que foi acompanhada por aplausos e elogios por uma boa parte de populares que seguem o gestor em suas redes sociais. Uma coisa é fato, hoje em Jatobá criou-se uma grande idolatria em cima da pessoa de Léo do Banco, disso ninguém tem dúvidas. Todavia, um político cumprir o seu trabalho, é motivo de admiração, festa, comemoração e idolatria? É esse questionamento que vamos responder a seguir.

Sem dúvidas, quem idolatra falsos ídolos colhe desgraça, pobreza e miséria, assim sendo, um prefeito, vereador, deputado, senador, presidente e etc, devem ser monitorados e cobrados, jamais idolatrados, visto que essa breve análise se faz necessária já que desde então as coisas só se agravam nesse quesito na pequena Jatobá. Uma das características marcantes das seitas é a idolatria cega aos seus líderes, elevando-os a seres especiais com autoridade divina e liderança existencial.

Quando o fanatismo invade o terreno político, os programas e as bandeiras partidárias se tornam descartáveis. Cedem lugar à adoração e à reverência, típicas de missas. Os militantes se transformam em indivíduos abnegados, desprovidos de espírito crítico e freios morais. Ao acreditarem na infalibilidade dos caciques por eles venerados, os “fiéis” exibem traços de fundamentalismo.

Com um pouco mais de 6 meses da nova gestão, já é possível ver nos seguidores do prefeito, traços de uma ideologia de seitas e fanatismo. Afinal de contas ele representa o novo, que na verdade nada tem de novo, pois tudo continua como estava, é a velha forma de se fazer política. Por certo que é compreensível ver pessoas comemorarem por conta da divulgação da aquisição de um simples caminhão ¾. Basta ver como eram os comícios de Léo do Banco, militantes choravam, gritavam, se embriagavam literalmente e transformavam a reunião política em um verdadeiro showmício.

Léo do Banco não fará nada além da sua obrigação enquanto for mandatário na cidade, logo o mesmo é funcionário do povo e como representante eleito, tem o dever de servir aos interesses da população e gerir o município de acordo com as necessidades e demandas dos cidadãos. Assim sendo, é necessário que o povo abandone a euforia, o fanatismo e a idolatria e passem a fiscalizar e a cobrar de seu prefeito para que as ações políticas melhorem a qualidade de vida da população. Que Jatobá abandone o culto à personalidade, pois a idolatria sempre leva a polarizações tão intensas, quanto danosas. Pois inegavelmente se o município continuar seguindo por essa direção, nunca é demais lembrar que a idolatria política terá a força de uma retroescavadeira para levar Jatobá ao fundo do buraco, atrasando ainda mais esta terra que até hoje luta para tentar prosperar.   

Pense nisso!

Por Jornalista Júnior Santos

Deixe um Comentário:

Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
Mais antigo
Mais novo Mais Votado
Feedbacks Inline
Ver todos os comentários

Siga-nos!

+ Acessadas

Visite!
Blog do João Vitor Santos

0
Adoraria seus pensamentos, por favor, comente.x