Foi divulgado nesta última sexta-feira (25), a mais nova pesquisa Quest que apontou as intenções de votos para governador do Maranhão. De acordo com as informações do instituto, funcionários da Quest entrevistaram cerca de 900 pessoas em 44 municípios, dos 217 que fazem parte do Estado. No entanto, como pode 44 cidades representarem 217? Se importantes colégios eleitorais ficaram de fora da consulta, como por exemplo Imperatriz, Balsas, Bacabal, Caxias, Timon, entre outros.
A grande São Luís e sua região metropolitana registra apenas 20% do eleitorado, enquanto que os outros 80% estão distribuídos por todo o interior maranhense, local em que estão relevantes concentrações de eleitores como Imperatriz, Bacabal, Timon, Caxias, Balsas, Grajaú, Barra do Corda, entre outras. Essa dimensão territorial e eleitoral desperta a curiosidade do cidadão para conhecer como as entrevistas foram distribuídas e o método adotado.
Nunca é demais afirmar que é no interior, que Orleans Brandão construiu parte considerável da sua força política. Na pesquisa anterior da Quaest, foram entrevistadas pessoas em 44 dos 217 municípios. O levantamento sobre aquela coleta apontou 144 entrevistas em São Luís e 30 em Imperatriz, enquanto 19 dos 30 maiores colégios eleitorais ficaram de fora. A diferença populacional também chama atenção: Imperatriz tem cerca de 285 mil habitantes, contra pouco mais de 18 mil em Alcântara. O histórico mostra por que a distribuição das entrevistas entre os diferentes municípios pode alterar a fotografia apresentada por uma pesquisa estadual.
A comparação com outros levantamentos reforça essa diferença. Em agosto, a Quaest registrou Braide com 44% e Orleans Brandão com 25%, enquanto outros institutos apresentaram números distintos. O IPSensus, por exemplo, apontou Orleans Brandão acima de 35% em São Luís. Os resultados diferentes não permitem, isoladamente, afirmar que uma pesquisa esteja certa ou errada, mas mostram como a seleção dos entrevistados pode produzir retratos distintos da disputa. Com 80% do eleitorado fora da Grande Ilha, a representatividade do interior ganha peso na leitura do cenário estadual. Por isso essa parte do território não pode ser negligenciada.
Assim sendo, o que de fato vai decidir a eleição, será o voto depositado nas urnas e não números levantados em uma pesquisa que deixou de fora notáveis colégios eleitorais que pesam na hora da decisão, e é no interior que Orleans Brandão tem construído uma base solida, maciça de seguidores que o acompanham em passeatas, carreatas, motocadas, arrastões e comícios. Sem dúvidas, no dia 04 de outubro, as urnas mostrarão quem realmente tem votos.
Por Jornalista Júnior Santos

